animais da mitologia Grega


Animais Mitológicos:



Os animais mitológicos


CENTAURO
Na mitologia grega, eram seres fortes e brutais, metade homens e metade cavalos, filhos de Ixíon ou Ixão, rei dos lápitas, e de Néfele, deusa das nuvens, à exceção de Folo de Quíron ou Quirão, que tiveram outra origem e caráter menos selvagem, porém eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez. Monstros que representavam a identificação do ser humano aos instintos animalescos, seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens que viviam nas zonas mais agrestes da Grécia e sua história mitológica quase sempre associada a episódios de barbárie.Viviam nos bosques das planícies da Arcádia e dos montes da Tessália e teriam lutado contra Hércules, que os teria expulsado do cabo Mália. Durante as bodas de Pirítoo, rei dos lápitas, depois de embriagados com vinho, teriam tentado raptar a noiva, gerando uma terrível que terminou com todos aniquilados pelo lápitas. Diferentemente dos outros, Folo de Quírion foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis. Nos tempos helênicos se relacionavam freqüentemente com Eros e Dioniso e durante o Renascimento, talvez para realçar seu caráter bestial, em suas repressntações só o busto era humano.

HARPIAS
Na mitologia grega, eram filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos.  Apareciam ora como mulheres sedutoras ora como horríveis monstros, que procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor, simbolizando as paixões obsessivas bem como o remorso seguido à sua satisfação. Eram três: Aelo (a borrasca), Ocípite (a rápida no vôo) e Celeno (a obscura). Segundo um de seus mitos, as Harpias mantinham uma maldição sobre o rei da Trácia, Fineu. A pedido do rei, foram perseguidas pelos argonautas e, aprisionadas, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo e então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta.

PÉGASO
Na mitologia grega era um cavalo alado, que segundo o mito nascido do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego, o arqueiro mitológico Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Belerofonte tentou usá-lo para aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que ele corcoveasse e derrubasse seu cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de rei do Olimpo. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Com o tempo suahistória tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas e sua figura destacou-se na literatura clássica com numerosas alusões às fontes de inspiração.

QUIMERA
Na mitologia grega era um fabuloso monstro com cabeça de leão, torso de cabra e cauda de dragão e que soltava fogo pela boca. Era oriunda da Anatólia, nascida da união entre a monstro Equidna e o gigantesco Tífon. Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia com o fogo que vomitava incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso dado por Atena, conseguiu matá-la. Sua representação plástica na arte cristã medieval, era um símbolo do mal, mas com o passar do tempo, passou a se chamar de quimera a todo monstro fantástico empregado na decoração arquitetônica. Hoje, no nosso português, a palavra quimera significa produto da imaginação, fantasia, utopia, sonho.




 Basilisco;




Em algumas descrições, o basilisco é uma serpente fantástica. Plínio, o Velho, o descreve como uma serpente com uma coroa dourada e, no macho, uma pluma vermelha ou negra. Durante a Idade Média era representado como tendo uma cabeça de galo ou, mais raramente, de homem. Para a heráldica, o basilisco é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo; em outras descrições, porém, a criatura é descrita como um lagarto gigante (as vezes com muitas patas), mas a sua forma mais aceita é como uma grande cobra com uma coroa. O basilisco é capaz de matar com um simples olhar. Os únicos jeitos de matá-lo são fazendo-o ver seu próprio reflexo em um espelho, considerando-se que alguém chegue perto o bastante.
Leonardo da Vinci escreveu que o basilisco é tão cruel que, quando não consegue matar animais com a sua visão venenosa, vira-se para as plantas e para as ervas aromáticas e, fixando o olhar nelas, seca-as. O poeta Percy Bysshe Shelley fez também a seguinte alusão ao olhar mortífero do basilisco na sua "Ôde a Nápoles": "(…)Sê como o basilisco, que o inimigo mata por invisível ferimento."
O basilisco era, aliás, muito frequentemente mencionado na literatura. Foi referido em obras de John Gay (The Beggar’s Opera, acto II, air XXV), na novela Clarissa de Samuel Richardson (The Novels of Samuel Richardson, vol. I, London, 1824, p 36) e nos poemas de Jonathan Swift (The Select Works of Jonathan Swift, Vol. IV, London, 1823, p. 27) e de Alexander Pope (Messiah, linhas 81-82). O português Antonio Feliciano de Castilho escreveu sobre uma moura que tinha um olhar que "só se inflama vendo passar por longe algum cristão, e nesses momentos dera ela todos os palácios de safiras, todas as musicas e aromas das sultanas de Córdova, por ter o olhar do basilisco" [1]
No capítulo XVI do Zadig de Voltaire, o basilisco é descrito como um animal muito raro que só pode ser tocado por mulheres.
Os basiliscos são inimigos mortais dos grifos. O parente mais próximo do basilisco é a cocatrice


Basilisco na Bíblia Sagrada

Na Biblía Sagrada são encontradas as seguintes citações:

- Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho,

quando resplandesce no copo, e se escoa suavemente. No fim seu fim morderá como a cobra, e como o Basilisco picará. Provérbios 23:31-32.

- Porque eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra

os quais não há encantamento, e vos morderão, diz o SENHOR. Jeremias 8:17

 

 

Centauros


 


Quem  e como eram e onde viviam 

Na mitologia grega, os centauros eram seres mitológicos com corpo de cavalo e tronco e cabeça de ser humano. Viviam nas montanhas da Tessália (região central do território grego) e nos bosques das planícies da Arcádia (região central da Península do Peloponeso).

Eram filhos de Ixíon (rei dos Lápitas) e Néfele (deusa das nuvens).

Características

Os centauros eram seres dotados de muita força física. Eram espécies de monstros, porém com algumas características humanas. De acordo com o imaginário mítico dos gregos antigos, a parte inferior dos centauros (cavalo) era a responsável pela força física, brutalidade e impulsos sexuais. Já a parte humana era mais racional, com capacidade de analisar e refletir. Portanto, eram seres que representavam conflitos típicos dos seres humanos: razão, emoção e violência. 

Aparecem em vários mitos e lendas, quase sempre associados a fatos envolvendo atos violentos e bárbaros. 

Os centauros e os Lápitas

Um dos mitos mais conhecidos com a participação dos centauros fala sobre o casamento da princesa Hipodâmia e Pirítoo (rei dos lápitas). Os centauros foram convidados para o casamento, porém tentaram raptar a princesa, depois de ficarem embriagados de vinho. Os lápitas reagiram e teve início a uma grande guerra entre os centauros e os humanos. Grande parte dos centauros foi dizimada e alguns sobreviventes fugiram para as montanhas da Tessália

 




 


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